quarta-feira, 14 de março de 2007

O Valor do Dinheiro, Cuba: um exemplo

É de todos conhecida a situação que o povo cubano vive. Vítimas de um embargo liderado pela grande “besta capitalista”, e sem o apoio de grandes potências como o era a da ex-URSS, têm que racionar recursos muito importantes para conseguirem subsistir, como por exemplo, a alimentação. Apostam na produção agrícola (cana-de-açúcar, arroz, entre outros) e na indústria (tabaco, bebidas, entre outras), produtos que vão conseguindo escoar com muitas limitações e em troca de outros bens essenciais, daí a política de racionamento a que os cubanos estão sujeitos, há pouco, mas o que há é para todos. Investem na saúde e na educação, considerando-os um bem essencial. Formam-se médicos e a assistência é gratuita, Cuba tem médicos espalhados pelo Mundo e exporta vacinas para vários países. A instrução e a aprendizagem são parte fundamental da vida cubana, gratuita, porque se acredita que um povo instruído é sempre uma mais valia para o crescimento do país, desde prostitutas até intelectuais, ou mesmo crianças, conseguem discutir temas tão complexos como a política, a economia, a cultura. As crianças brincam na rua, jogam xadrez.
O ideal que guiou Fidel, as suas convicções da implantação de um estado socialista, gorou muitas das possibilidades de estabelecer relações externas que poderiam fazer Cuba crescer. O embargo é comercial, económico e financeiro e passou a ser Lei em 1992.
Independentemente das dificuldades económicas, o povo cubano tem valores humanos muito fortes e os que deles vivem defendem a revolução, nas palavras de uma criança “através do debate”, “com lápis e papel”. Porque esses, os valores, persistem, sempre no sentido de, por pouco que tenham, ainda chega para os demais.
Veja-se a história contada por um jornalista, André Martín, numa das suas estadias em Cuba (fonte sic). Em poucas palavras, precisou de uma cebola, pois tinha prometido a um amigo cubano, que lhe pediu uma aula de culinária, ensinar-lhe a cozinhar um prato italiano. André, e visto o amigo não ter a dita cebola, decidiu bater à porta de uma vizinha, que logo lhe deu a cebola que ele tanto precisava. Mais tarde, e através de um outro amigo cubano, soube que mediante o racionamento rigoroso a que o povo cubano está sujeito, apenas têm direito a uma cebola por mês e por família. A tal vizinha, tinha dado a cebola dela, sem dizer ou pedir nada…
E este é o verdadeiro valor do dinheiro!

À tua memória

Faz hoje 124 anos que, em Londres, Karl Marx morre.
Uma vida eternamente ligada à resistência, daí a imperatividade de evocarmos esta efeméride para lembrar e relembrar um dos mais importantes e brilhantes pensadores.
A história, nestes dois últimos séculos, ficou influenciada pelas obras que nos deixou. Obras com uma actualidade impressionante e fundamentais para aplicarmos uma das suas ideias na célebre Tese 11 sobre Feuerbach:
"Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes, a questão é transformá-lo".

terça-feira, 13 de março de 2007

segunda-feira, 12 de março de 2007



Este post é para todos os taberneiros. Obrigado pelo apoio. Hoje e sempre a união faz a força.

Minho

Esta semana vamos até ao Minho. A gastronomia desta região pode caracterizar-se de suculenta, abundante e variada.
A diversidade da paisagem natural e a infuência recebidas durante séculos, explicam a variedade das especialidades gastronómicas.
A doçaria é de longa tradição conventual e popular, muito original e de grande requinte.
Não posso esquecer de referir o vinho verde da região óptimo para acompanhar as iguarias.
Mas, para conhecer um povo nada melhor do que sentar-se à sua mesa bebendo e comendo, com ele e como ele.

Entrada: Caldo Verde

Descasque 600gr de batata, 1 cebola, 2 dentes de alho e leve tudo a cozer em 1,5lt de agua, sal e 1 fio de azeite.
Lave e corte em caldo verde muito fino 200gr de couve galega.
Depois de cozidas triture as batatas, o alho e a cebola.
Leve ao lume outra vez, junte o caldo verde e deixe cozer, retifique os temperos e junte mais 1 fio de azeite.
Corte o chouriço, coloque uma rodela em cada prato e regue com o caldo verde. Corte as fatias de brôa ao meio e distribua pelas pessoas.

Prato principal: Tiborna

Leve 1kg de batatas a cozer em água abundante com sal durante 30 min.
Depois de demolhadas seque bem 4 postas de bacalhau e grelhe-as.
Coloque também 4 fatias de pão na brasa e deixe torrar.
Depois de cozidas descasque as batatas, corte-as às rodelas e disponha numa travessa. Por cima, o bacalhau desfiado e o pão. Regue tudo com azeite, vinagre e salsa picada. Para acompanhar, vinho verde da zona do Minho, pois claro.

Sobremesa: Torta de cenoura

Cozer 1kg de cenouras descascadas durante 20 min. Bater 4 claras em castelo, bater 4 gemas com 175gr de açucar, juntar as claras e a farinha.
Depois de cozidas passe a cenoura por um passador e deixe escorrer, junte ao preparado. Coloque tudo num tabuleiro quadrado forrado com papel vegetal, vai ao forno a 180ºc duante 20 min. Retira-se e coloca-se noutra folha polvilhada com açúcar, deita-se canela, enrola-se e está pronta.

quinta-feira, 8 de março de 2007

« Catarina Eufémia »

« O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorares os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua»

Sophia de Mello Breyner Andresen

O 8 de março de 1857

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, conta-se que, ao serem reprimidas pela polícia, as trabalhadoras refugiaram-se dentro da fábrica.
Naquele momento, de forma brutal e vil, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, as 129 mulheres em luta, morreram carbonizadas.
A razão da luta era a reivindicação da redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Porque querem acabar com o IAJ?

Para quem não sabe o IAJ é o Incentivo ao Arrendamento Jovem promovido pelo Instituto Nacional de Habitação (INH). É um programa que tem como objectivo “revitalizar o mercado de oferta de habitação” e que “pretende que o arrendamento seja uma verdadeira alternativa à satisfação das necessidades de habitação dos jovens que iniciam uma nova fase das suas vidas”.
Recordo-me que em Agosto do ano passado foi anunciado o fim deste apoio. Decidi ligar para os serviços, ao que me responderam “isso é especulação, não faz sentido acabar com este subsídio”.
Este fim anunciado voltou à carga no início deste ano.
É sobejamente conhecida a grande precariedade dos vínculos de trabalho a que as pessoas estão sujeitas, o elevado valor das rendas e as diversas exigências feitas a quem recorre ao crédito habitação. A realidade mostra as dificuldades que os jovens têm para alcançar a sua autonomia e independência, quando uma das condições para a emancipação dos jovens é a capacidade de estabelecer uma residência autónoma.
Porque é que todas as garantias de apoio social são atacadas? Porque querem acabar com o Incentivo ao Arrendamento Jovem? Ao fruto de uma lógica capitalista penso que sei a resposta, não dá lucro…

terça-feira, 6 de março de 2007

86 anos de luta e resistência

Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de luta
Hoje é dia de festa
cantam os taberneiros
para o Partido
uma salva de palmas.


domingo, 4 de março de 2007

Petição contra o fascismo

A todos os clientes da taberna: Solidários com a defesa da Liberdade, assinem a petição contra a criação do Museu Salazar. Fascismo nunca mais!

Petição

sábado, 3 de março de 2007

Iremos à lua


Iremos à lua
e mesmo mais longe
Lá onde a distância cega os telescópios
Mas quando é que sobre esta nossa terra
Ninguém mais terá fome?
Ninguém temerá um outro?
Ninguém humilhará ninguém?
Ninguém roubará a esperança de ninguém?
Se sou comunista
É porque respondi a esta pergunta.

Nazim Hikmet

Editorial

No passado mês os portugueses disseram SIM à despenalização da IVG. A vitória constitui a afirmação de valores progressistas e civilizacionais, uma importante vitória da mulher e do direito à sua dignidade e saúde.

O Governo intensifica gradualmente as desigualdades sociais, levando a cabo medidas que visam promover um retrocesso social: o desemprego aumenta, os direitos dos trabalhadores estão em causa, o rendimento familiar degrada-se, o custo de vida torna-se insuportável e por outro lado vemos os bancos a realizarem lucros de milhões de euros ao ano. Toda esta imagem de um país cada vez mais triste de si mesmo constitui um verdadeiro problema social, político e económico. Até quando o povo aguentará tal situação?

Dia 2 de Março a CGTP, levou a cabo uma acção de luta, por mais direitos e por uma politica alternativa.

A Madeira vai a votos, o governo regional demitiu-se, o Presidente da República provavelmente irá marcar eleições para Maio, estaremos atentos ao jardim que é a Madeira.

A Taberna como espaço de ideias e de reflexões cresceu e está mais activa do que nunca, quando se iniciou este projecto nunca imaginámos que passado apenas um mês a participação fosse tão regular e tão significativa, mas não estamos satisfeitos pois queremos ainda mais... Pretendemos intervir com irreverência e determinação, levar a cabo as nossas convicções de Liberdade e de Fraternidade. Aqui respira-se convicção. A divulgação da Taberna também é urgente para que possa ser um espaço cada vez mais de todos, é e será esse o nosso objectivo, uma Taberna para todos...

Destaca-se ainda os vinte anos da morte do resistente JOSÉ AFONSO. As suas músicas ainda hoje servem de inspiração para muitos resistentes face à situação Nacional e Internacional.
ÚLTIMA HORA: Saudamos os jovens dinamarqueses que lutam contra as forças repressivas defendendo, nas ruas, conquistas há anos alcançadas.