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sábado, 9 de junho de 2007

Imagens do G8


(Rostock, protestos Anti-G8)

(Londres, protestos Anti-G8)


(Rostock, manifestação pacífica)



(Rostock)




(Rostock)





(G8)

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Greve Geral

Trabalhadores da Câmara Municipal do Porto




Trabalhadores da PORTUCEL (Palmela)




Trabalhadores da LISNAVE (Setúbal)


(fotos: da CGTP)

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Acabou o tempo... Proteja Darfur.


Quantas mais mortes, violações e vidas destruídas no Darfur serão necessárias para que a comunidade internacional actue de forma a pôr fim a esta situação?

Desde 2003, o Darfur, no Sudão Ocidental, está envolvido num conflito mortal. Várias centenas de milhares de pessoas foram mortas ou seriamente feridas. Mais de dois milhões de pessoas foram deslocados e vivem em campos de deslocados no Sudão ou em campos de refugiados no Chad; mais de 3,5 milhões de pessoas dependem da ajuda internacional para sobreviver.

A violação e outras formas de violência sexual estão a ser utilizadas diariamente como armas de guerra no Darfur. A violação de mulheres e meninas - incluindo meninas de apenas 8 anos - é generalizada. Quando empregue como parte de um ataque generalizado ou sistemático dirigido contra qualquer população civil, a violação constitui um crime contra a humanidade.


As fotos estão disponíveis no site da Globe for Darfur (www.globefordarfur.org) e há um video no site da BBC.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

"Porquê o Socialismo?"


Einstein escreveu este artigo especialmente para o lançamento da Monthly Review, cujo primeiro número foi publicado em Maio de 1949. O artigo original encontra-se em http://www.monthlyreview.org/598einst.htm.

«(...) A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos os que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um "exército" de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho e a esse enfraquecimento da consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente.

Considero este enfraquecimento dos indivíduos como o pior mal do capitalismo.

Todo o nosso sistema educativo sofre deste mal. É incutida uma atitude exageradamente competitiva no aluno, que é formado para venerar o sucesso de aquisição como preparação para a sua futura carreira.
Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objectivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planeada. Uma economia planeada, que adeqúe a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso na nossa actual sociedade.»


Caderno Vermelho 13

quinta-feira, 29 de março de 2007

Juventude em luta


As avenidas e ruas de Lisboa encheram-se de jovens trabalhadores em protesto. Vindos de todo o país, responderam ao repto da Interjovem. A manifestação que começou no Rossio e terminou em frente da Assembleia da República pretendeu contestar a precariedade laboral e exigir a estabilidade no trabalho. Em frente ao Parlamento, Célia Lopes, da Interjovem, e Carvalho da Silva, da CGTP-IN, apelaram ao reforço da luta contra as políticas governamentais.

(fonte ORL do PCP)

sábado, 17 de março de 2007

Pelo Fim da Ocupação


Concentração no Rossio dia 20 de Março pelas 17.30H

quarta-feira, 14 de março de 2007

O Valor do Dinheiro, Cuba: um exemplo

É de todos conhecida a situação que o povo cubano vive. Vítimas de um embargo liderado pela grande “besta capitalista”, e sem o apoio de grandes potências como o era a da ex-URSS, têm que racionar recursos muito importantes para conseguirem subsistir, como por exemplo, a alimentação. Apostam na produção agrícola (cana-de-açúcar, arroz, entre outros) e na indústria (tabaco, bebidas, entre outras), produtos que vão conseguindo escoar com muitas limitações e em troca de outros bens essenciais, daí a política de racionamento a que os cubanos estão sujeitos, há pouco, mas o que há é para todos. Investem na saúde e na educação, considerando-os um bem essencial. Formam-se médicos e a assistência é gratuita, Cuba tem médicos espalhados pelo Mundo e exporta vacinas para vários países. A instrução e a aprendizagem são parte fundamental da vida cubana, gratuita, porque se acredita que um povo instruído é sempre uma mais valia para o crescimento do país, desde prostitutas até intelectuais, ou mesmo crianças, conseguem discutir temas tão complexos como a política, a economia, a cultura. As crianças brincam na rua, jogam xadrez.
O ideal que guiou Fidel, as suas convicções da implantação de um estado socialista, gorou muitas das possibilidades de estabelecer relações externas que poderiam fazer Cuba crescer. O embargo é comercial, económico e financeiro e passou a ser Lei em 1992.
Independentemente das dificuldades económicas, o povo cubano tem valores humanos muito fortes e os que deles vivem defendem a revolução, nas palavras de uma criança “através do debate”, “com lápis e papel”. Porque esses, os valores, persistem, sempre no sentido de, por pouco que tenham, ainda chega para os demais.
Veja-se a história contada por um jornalista, André Martín, numa das suas estadias em Cuba (fonte sic). Em poucas palavras, precisou de uma cebola, pois tinha prometido a um amigo cubano, que lhe pediu uma aula de culinária, ensinar-lhe a cozinhar um prato italiano. André, e visto o amigo não ter a dita cebola, decidiu bater à porta de uma vizinha, que logo lhe deu a cebola que ele tanto precisava. Mais tarde, e através de um outro amigo cubano, soube que mediante o racionamento rigoroso a que o povo cubano está sujeito, apenas têm direito a uma cebola por mês e por família. A tal vizinha, tinha dado a cebola dela, sem dizer ou pedir nada…
E este é o verdadeiro valor do dinheiro!

À tua memória

Faz hoje 124 anos que, em Londres, Karl Marx morre.
Uma vida eternamente ligada à resistência, daí a imperatividade de evocarmos esta efeméride para lembrar e relembrar um dos mais importantes e brilhantes pensadores.
A história, nestes dois últimos séculos, ficou influenciada pelas obras que nos deixou. Obras com uma actualidade impressionante e fundamentais para aplicarmos uma das suas ideias na célebre Tese 11 sobre Feuerbach:
"Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes, a questão é transformá-lo".

terça-feira, 13 de março de 2007

quinta-feira, 8 de março de 2007

O 8 de março de 1857

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, conta-se que, ao serem reprimidas pela polícia, as trabalhadoras refugiaram-se dentro da fábrica.
Naquele momento, de forma brutal e vil, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, as 129 mulheres em luta, morreram carbonizadas.
A razão da luta era a reivindicação da redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Porque querem acabar com o IAJ?

Para quem não sabe o IAJ é o Incentivo ao Arrendamento Jovem promovido pelo Instituto Nacional de Habitação (INH). É um programa que tem como objectivo “revitalizar o mercado de oferta de habitação” e que “pretende que o arrendamento seja uma verdadeira alternativa à satisfação das necessidades de habitação dos jovens que iniciam uma nova fase das suas vidas”.
Recordo-me que em Agosto do ano passado foi anunciado o fim deste apoio. Decidi ligar para os serviços, ao que me responderam “isso é especulação, não faz sentido acabar com este subsídio”.
Este fim anunciado voltou à carga no início deste ano.
É sobejamente conhecida a grande precariedade dos vínculos de trabalho a que as pessoas estão sujeitas, o elevado valor das rendas e as diversas exigências feitas a quem recorre ao crédito habitação. A realidade mostra as dificuldades que os jovens têm para alcançar a sua autonomia e independência, quando uma das condições para a emancipação dos jovens é a capacidade de estabelecer uma residência autónoma.
Porque é que todas as garantias de apoio social são atacadas? Porque querem acabar com o Incentivo ao Arrendamento Jovem? Ao fruto de uma lógica capitalista penso que sei a resposta, não dá lucro…

terça-feira, 6 de março de 2007

86 anos de luta e resistência

Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de luta
Hoje é dia de festa
cantam os taberneiros
para o Partido
uma salva de palmas.


domingo, 4 de março de 2007

Petição contra o fascismo

A todos os clientes da taberna: Solidários com a defesa da Liberdade, assinem a petição contra a criação do Museu Salazar. Fascismo nunca mais!

Petição

sábado, 3 de março de 2007

A luta vai continuar... quer eles queiram, quer não!

Ontem, milhares de pessoas (150 mil) saíram à rua para mostrar o seu descontentamento com as políticas seguidas pelo actual Governo. Trabalhadores e Reformados, Jovens e Idosos, Funcionários Públicos e trabalhadores do Sector Privado vindos de todo o País juntaram-se em Lisboa para exigir a mudança de políticas, para exigir o fim de Políticas levadas a cabo pelo actual Governo de contenção dos salários para os trabalhadores e que tem gerado um brutal aumento dos lucros dos bancos e outras grandes empresas, para exigir o fim do ataque aos direitos dos trabalhadores, para exigir o fim da destruição dos serviços públicos (Saúde e Educação), para exigir o fim dos brutais aumentos dos preços (Água; Electricidade; Taxas da Saúde, Etc).
Milhares e Milhares estiveram em Lisboa e disseram não a esta política. A capital do País assistiu durante quase quatro horas a um interminável desfile de descontentamento a maior manifestação das últimas décadas.
Quem assistiu a esta manifestação pensava certamente tratar-se do maior acontecimento que se passava no País nesse dia, mas nada como chegar a casa e ligar a televisão ou a rádio e ouvir e ver a máquina de propaganda do poder (político e económico)... perdão... a comunicação social a chamar-nos à razão e a dizer-nos que o mais importante que se passou no país foi a assembleia da PT e da OPA da Sonae... afinal isso é que foi importante!
Mas podem dizer-nos o que quiserem, que nós, todos os que estivemos em Lisboa ontem e todos os que queriam lá ter estado, continuaremos a luta pela Mudança de políticas e eles que continuem a falar de tudo aquilo que só lhes interessa a eles (OPAs, Acções, Dividendos) e misturem tudo isso com uma "sondagem-zinha" de ocasião a dizer que o "povo tá satisfeito", porque façam o que fizerem a luta vai continuar e vai-se intensificar e, mais cedo do que tarde, eles e as suas políticas serão derrotados.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Mundo Novo













olho para vocês.
olho e questiono-me do porquê.
procurei anos a fio a resposta. e quanto mais velha fico, mais tenho a certeza de que vocês não a possuem.
terei de construir um mundo novo?
um mundo onde todas as crianças têm pai e mãe.
um mundo onde todas as línguas são permitidas na escola.
um mundo onde todos temos a nossa oportunidade de brilhar.
um mundo onde os novos convivem com os idosos e onde os putos do bairro convivem com os putos das vivendas.
um mundo onde não precisamos de aprender a fazer bluff...
nesse mundo há uma oportunidade para ti: sem-abrigo que te perdeste na vida que tiveste; criança que te tornaste adulta antes da idade legal; mulher que morreste por amor; delinquente que te tornaste serviçal por pensares de maneira diferente dos outros e por não teres paciência para as teorias, tão diferentes das práticas, que te ensinavam na escola.
nesse mundo, tão longe de portugal, não terias de te posicionar na mediania dos demais.
aprenderias que todas as opiniões são válidas desde que tenham nascido de um pensamento teu.
nesse mundo, sem hierarquias, olharias para o lado e o teu patrão contar-te-ía que grita contigo porque afinal tem desgostos sentimentais!!!
e nesse dia, apanharias uma bebedeira com ele e convidá-lo-ías para dormir em tua casa...
nesse mundo, em que todas as pessoas diriam bom dia, olharias para o lado e não verias mendigos a dormir na soleira do teu prédio.
não verias putos grandes a baterem em putos pequenos, nem putos pequenos a roubarem gajos grandes.
nesse mundo não haveria salas de ensino especial para os meninos que aprendem de maneira especial.
nem haveria bairros sociais com muros à volta.
nesse mundo, não haveria pessoas importantes, porque todos saberíamos ser insignificantes.
nesse mundo não haveria incontáveis burocracias com o único objectivo de nos tramar a vida quando finalmente conseguimos aquele pé de meia...
nesse mundo haveria trabalho para todos: brancos, pretos, alentejanos, transmontanos, ex-reclusos, jovens licenciados e adultos com mais de quarenta anos.
nesse mundo respeitar-se-íam as crianças.
nesse mundo não se daria tempo de antena às desgraças, mas somente às alegrias.
nesse mundo eu nunca precisaria de escrever as coisas que eu escrevo, porque diríamos tudo à frente de toda a gente.
nesse mundo, o dinheiro seria apenas um símbolo e nada mais do que um símbolo.
um símbolo que nos recordasse desse admirável mundo velho em que um dia vivemos, para que nunca mais ousássemos aí regressar.