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segunda-feira, 7 de maio de 2007

Editorial

Entrámos no mês de Maio. A primavera já chegou, é tempo de recomeço da vida, costuma-se dizer. Na natureza tudo renasce e nasce. Pelo país fora multiplicam-se festas populares. Ontem Alberto João ganhou as eleições no jardim da Madeira... surpresa!!! Não fosse ele e os seus deputados os Patrões da esmagadora maioria da população. Em França venceu o candidato da direita, nada de bom. Mas avanços também se dão, Hugo Chávez, anunciou um conjunto de medidas na continuação da chamada Revolução Bolivariana, aumentos significativos para os trabalhadores e nova fase na nacionalização do petróleo.
Mas, Maio, é tempo de balanços também.
Realiza-se mais uma edição do Super Bock, Super Rock tirando a propaganda a uma marca de uma empresa do sr. Pires de Lima que respeita pouco os seus trabalhadores valerá certamente a pena por alguns dos concertos.
Maio é o último mês antes do inicio de três meses em que parte dos portugueses irão de férias aos poucos. Parte porque nem todos terão esse direito, para alguns (muitos) as férias servirão para ficarem fechados em casa a multiplicar as amarguras do resto do ano e o dinheiro do subsídio (para os que o têm, já que muitos dos milhares de precários nem a isso têm direito) servirá apenas para reduzir as dívidas.
Maio começou com enormes manifestações do dia do trabalhador e terminará com uma Greve Geral, há quem diga que esta não se justifica... Fica a pergunta o que se faz quando os salários pouco aumentam, os preços aumentam brutalmente, os grupos económicos tem lucros de milhões e milhões o Governo aprova uma lei das praças de Jorna (mais conhecida por trabalho temporário), prepara-se para aprovar o despedimento sem justa causa conhecido pelo pomposo termo de "Flexisegurança"... o que se faz perante isto tudo? certamente que quem diz que não se justifica uma Greve acha que perante isto se devia assobiar. Mas assobiem eles.
Quanto à Taberna, que atingiu este mês as duas mil visitas, comemorou e reivindicou o 1º de Maio e celebra agora o 82º aniversário de Luiz Pacheco. Força!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Editorial

Em Março foram lutas mil, em Abril comemoram-se Liberdades mil, sempre com a convicção de que outro caminho é possível, que o fatalismo que rege a nossa sociedade terá, sem sombra de dúvida, um fim.


O passado mês foi pródigo em polémicas. O branqueamento do passado brutal, violento e repressivo do regime fascista perpetrado pelo ditador Oliveira Salazar, esteve no topo das controvérsias, através do programa da RTP. Mas só houve tanto alarido porque este foi descarado, ou seja, à vista de todos. Com tudo isto, questionamos desde o vigésimo quinto dia do ano de mil novecentos e setenta e quatro – todos de nós não éramos nascidos mas só de pensar no que foi e representa, enche-nos o corpo de alegria – não temos vindo a assistir ao surgimento de um fascismo em pezinhos de lã? Até o observador mais distraído tem consciência disso, vejamos pelas políticas adoptadas que mais não fazem do que um assalto às mais elementares conquistas sociais, laborais e culturais. Teremos necessidade de nos justificar mais? Não! Basta comparar a Constituição da República criada na altura, com a actual.

Sobre outro acontecimento, o malfadado cartaz de uns tais "Renovadores Nacionalistas" na rotunda do Marquês do Pombal, em Lisboa, não alonguemos muito, até porque, como o seu líder afirma, está a ter mediatismo demais, conclui-se com a única conclusão possível, e porque os gatos não são parvos, "Nacionalismo é Parvoíce".


Sendo a essência desta taberna a Resistência, e resistência, diga-se, significa luta, saudamos as lutas promovidas pelos trabalhadores afectos à CGTP-IN, nomeadamente a gigantesca luta dos trabalhadores de dia 2 de Março, e também, a grande manifestação de jovens do dia 28 de Março. É com confiança que olhamos para a magnífica luta dos jovens, pois, é com demonstrações deste género, que facilmente se afirma que a resistência está presente no seu seio, dando aos menos jovens a certeza de que SIM «transformar o sonho em vida» é possível!


Em nome deste colectivo de Taberneiros, agradeço a todos os clientes visitantes por termos ultrapassado a bonita marca de mil visitas. Como o ditado diz, Abril águas mil, perdoem-me o enquadramento do ditado para a Taberna da Resistência, visitantes mil, mas sem dúvida a mais importante, Abril Liberdades mil.

sábado, 3 de março de 2007

Editorial

No passado mês os portugueses disseram SIM à despenalização da IVG. A vitória constitui a afirmação de valores progressistas e civilizacionais, uma importante vitória da mulher e do direito à sua dignidade e saúde.

O Governo intensifica gradualmente as desigualdades sociais, levando a cabo medidas que visam promover um retrocesso social: o desemprego aumenta, os direitos dos trabalhadores estão em causa, o rendimento familiar degrada-se, o custo de vida torna-se insuportável e por outro lado vemos os bancos a realizarem lucros de milhões de euros ao ano. Toda esta imagem de um país cada vez mais triste de si mesmo constitui um verdadeiro problema social, político e económico. Até quando o povo aguentará tal situação?

Dia 2 de Março a CGTP, levou a cabo uma acção de luta, por mais direitos e por uma politica alternativa.

A Madeira vai a votos, o governo regional demitiu-se, o Presidente da República provavelmente irá marcar eleições para Maio, estaremos atentos ao jardim que é a Madeira.

A Taberna como espaço de ideias e de reflexões cresceu e está mais activa do que nunca, quando se iniciou este projecto nunca imaginámos que passado apenas um mês a participação fosse tão regular e tão significativa, mas não estamos satisfeitos pois queremos ainda mais... Pretendemos intervir com irreverência e determinação, levar a cabo as nossas convicções de Liberdade e de Fraternidade. Aqui respira-se convicção. A divulgação da Taberna também é urgente para que possa ser um espaço cada vez mais de todos, é e será esse o nosso objectivo, uma Taberna para todos...

Destaca-se ainda os vinte anos da morte do resistente JOSÉ AFONSO. As suas músicas ainda hoje servem de inspiração para muitos resistentes face à situação Nacional e Internacional.
ÚLTIMA HORA: Saudamos os jovens dinamarqueses que lutam contra as forças repressivas defendendo, nas ruas, conquistas há anos alcançadas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Editorial

No tempo de crise e de aceleração em que vivemos, uma evidência se impõe: Nada será como dantes!
Vejamos os processos de transformação, os argumentos impostos e as ofensivas que em nome de uma "Democracia" que pretendem instaurar a outros, os quais, impotentes, assistem à sua própria destruição.
A violação do Direito Internacional, o desprezo pelas organizações internacionais e o "jogo" mortal dos mercados mundiais. A evidente e clara emergência dum poder imperial à escala mundial, protagonizada pelos Estados Unidos da América e seus aliados, com isso levando a um crescente factor de desigualdade dos povos.
O futuro não está escrito...
A Taberna da Resistência como espaço de divulgação política e cultural, tem como objectivo uma divulgação plural.
Pretende-se com este projecto uma abertura à discussão sem fronteiras dos mais variados temas tendo em vista a libertação do Homem.
A participação é importante no tempo de Resistência que vivemos, sem esquecer que até na Taberna podemos realizar mais uma etapa na grande caminhada pela Libertação.