É de todos conhecida a situação que o povo cubano vive. Vítimas de um embargo liderado pela grande “besta capitalista”, e sem o apoio de grandes potências como o era a da ex-URSS, têm que racionar recursos muito importantes para conseguirem subsistir, como por exemplo, a alimentação. Apostam na produção agrícola (cana-de-açúcar, arroz, entre outros) e na indústria (tabaco, bebidas, entre outras), produtos que vão conseguindo escoar com muitas limitações e em troca de outros bens essenciais, daí a política de racionamento a que os cubanos estão sujeitos, há pouco, mas o que há é para todos. Investem na saúde e na educação, considerando-os um bem essencial. Formam-se médicos e a assistência é gratuita, Cuba tem médicos espalhados pelo Mundo e exporta vacinas para vários países. A instrução e a aprendizagem são parte fundamental da vida cubana, gratuita, porque se acredita que um povo instruído é sempre uma mais valia para o crescimento do país, desde prostitutas até intelectuais, ou mesmo crianças, conseguem discutir temas tão complexos como a política, a economia, a cultura. As crianças brincam na rua, jogam xadrez.O ideal que guiou Fidel, as suas convicções da implantação de um estado socialista, gorou muitas das possibilidades de estabelecer relações externas que poderiam fazer Cuba crescer. O embargo é comercial, económico e financeiro e passou a ser Lei em 1992.
Independentemente das dificuldades económicas, o povo cubano tem valores humanos muito fortes e os que deles vivem defendem a revolução, nas palavras de uma criança “através do debate”, “com lápis e papel”. Porque esses, os valores, persistem, sempre no sentido de, por pouco que tenham, ainda chega para os demais.
Veja-se a história contada por um jornalista, André Martín, numa das suas estadias em Cuba (fonte sic). Em poucas palavras, precisou de uma cebola, pois tinha prometido a um amigo cubano, que lhe pediu uma aula de culinária, ensinar-lhe a cozinhar um prato italiano. André, e visto o amigo não ter a dita cebola, decidiu bater à porta de uma vizinha, que logo lhe deu a cebola que ele tanto precisava. Mais tarde, e através de um outro amigo cubano, soube que mediante o racionamento rigoroso a que o povo cubano está sujeito, apenas têm direito a uma cebola por mês e por família. A tal vizinha, tinha dado a cebola dela, sem dizer ou pedir nada…
E este é o verdadeiro valor do dinheiro!
1 comentário:
"Cuba, que linda es Cuba."
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